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Última atualização

3 anos 6 semanas atrás

Dezembro 22, 2006

10:59

Uma lista de melhores do ano, como disse em 2005, é sempre um tanto quanto arbitrária, sobretudo idiossincrática. Mas 2006 manteve um nível bastante bom musical, com bons e ótimos álbuns, além de duas ou três surpresas.

10º  

Camera Obscura, "Let's get out of this country". A banda mais pop desse topten, ainda que seja de um twee pop, agridoce combinação do pop dos anos 50/60 com The Smiths e, claro, uma pitada de Belle and Sebastian. Confiram as ótimas "Lloyd I'm ready to be heartbroken" e "Dory previn", que cheiram a mofo, mas com aquele toque de antigüidade preciosa.

Dezembro 5, 2006

13:17

O Silversun Pickups é, ao lado do Guillemots, a grande banda estreante do ano de 2006. Depois de um massacre sonoro de anos 80, finalmente vem algo que nos lembra os anos 90 e, ao invés de um sonzinho comportado para pista de dança, temos uma explosão de distorção de guitarras, bem ao estilo da estridência noventista.

Banda formada nos EUA e composta por Brian Aubert (guitarra/vocal), Nikki Monninger (baixo), Christopher Guanlao (bateria), and Joe Lester (teclado), faz um som cuja primeira referência são os Smashing Pumpkins. Não apenas por ter uma baixista mulher ou um vocalista de voz rouca e andrógina, mas principalmente pelas palhetadas de guitarras que se esparramam por temas melodicamente primorosos.

Novembro 28, 2006

10:47

Greg Dulli não pára de trabalhar um instante. Pior que ele acho que só o Ryan Adams, que já deve estar gravando até o que ele canta no banheiro uma hora dessas. A grande diferença é que Dulli, com exceção do fraco disco solo “Amber Headlights”, mantém um nível muito alto nos seus lançamentos. Se Powder Burns, lançado no começo de 2006, é até agora um dos melhores do ano, este EP com cinco faixas, lançado neste mês de novembro fica como recomendação fortíssima para qualquer ser vivo que goste de música.

Novembro 2, 2006

05:05

Impressões impressionantes

O que chamou a atenção, logo de cara, foi a estrutura do local. A Marina da Glória também propiciou uma bela paisagem. Como o evento era destinado para poucas pessoas (o palco principal recebia, no máximo, 4 mil pessoas), era bastante agradável circular pelo ambiente. Mesmo durante o show, o que permitia que se ficasse bem próximo do palco.

Alguns acharam a escalação errática, morna até. Eu, que apreciava quase tudo que ia tocar no Tim Stage, adorei. O problema foi que a organização acabou engessando demais as apresentações, que eram rigorosamente cronometradas.

Outubro 29, 2006

00:58

O clipe da banda cearense Murano, que faz um pop 60's muito bom de se escutar, está na net. A música é "Me Diga", e, posso lhes garantir, vale a pena conferir. Basta acessar o endereço abaixo:

http://ahrlo.byethost3.com/mediga/mediga.html

O clipe tem roteiro bacana e é bem realizado. A música é que se destaca. Uma canção para cantar junto, não importa a hora.

Outubro 27, 2006

08:00

“Encontros e Desencontros? é o filme do mês na TNT. Aliás, como um dos críticos da Folha afirmou, o título original do filme ("Lost in Translation") por ironia (involuntária), acabou virando outra coisa aqui no Brasil (como sempre). É um filme de humor seco (as personagens não riem tanto, mas há muita piada). Há também a parte séria, que permeia todo o filme, mas que vai ganhando cores mais nítidas com o transcorrer da película.

O filme é divertido, tem boas atuações mas... Isso tudo já foi dito, prefiro tratar de algo que, a meu ver, não foi avaliado ainda. Julgo que sua história é calcada em uma inverossimilhança. Tanto a personagem masculina quanto a feminina estão imersos em meios lascivos, em que a tríade "sexo, drogas e rock and roll" se faz presente. Ele vive no mundo do cinema. Ela é mulher de um fotógrafo. Ou seja, dois meios em que geralmente se prima pelos excessos, em que é fácil se entregar aos prazeres primários.

Outubro 22, 2006

06:33

E hoje temos o auge do sucesso popular do estilo, pelo menos aqui no Brasil, com o surgimento de bandas que cantam em português e tudo mais. CPM 22, Hateen, Fresno e NX Zero são considerados os maiores expoentes nacionais. E aqui entra a polêmica, que eu não vou nem entrar em juízo de valor, tá bom? Primeiro: CPM 22 e Hateen não é Emo. É pop rock com um pouco mais de velocidade. Segundo: intimista não quer dizer chorão. Fresno e NX Zero, que se aproximam um pouco mais do que de verdade é Emo, pecam um tanto nisso. O NX Zero eu nem sei se diria que é Emo, de tanto que se aproxima do Hardcore Melódico. O Fresno tudo bem, mas peca por não conhecer as referências básicas de onde veio o estilo, principalmente do indie rock. Se conhece não joga no som, o que dá no mesmo.

Outubro 17, 2006

10:06

Há tempos não surgia tanta controvérsia a respeito de um “estilo musical” como quanto a este hoje em dia tão falado Emo. E eu, que ouvia falar dele já há algum tempo, fico assustado que somente agora tenha tomado proporções tão fortes. O fato é que ao chegar ao Brasil, o Emo, ou emocore como era anteriormente conhecido, deturpou-se e começou a levantar uma série de bandeiras contrárias, que nem sempre têm razão no que dizem.